Pedra da Macela

Batizado pelo Mochila de Memórias: “Nascer do sol no mágico mar de nuvens”.

A Pedra da Macela, situada na cidade de Cunha, possui 1840m de altitude com relação ao nível do mar.

Partindo da base ou estacionamento, a subida é feita por uma estrada semi asfaltada, semi pavimentada, semi de terra e pouco rústica. Durante o trajeto há muita exposição ao sol, mas não há exposição a penhascos ou situação de perigo em altura.

O caminho é do tipo subida infinita. Só sobe o tempo todo, o que pode assustar quem vai pela primeira vez. Não se preocupe, vá com calma, parando e hidratando, pois a distância não é longa mas exige bastante das pernas (você vai se lembrar das aulas de agachamento na academia rsrsrs).

Lá em cima não tem ponto de água, então calcule sua necessidade e carregue com você desde a base.

Eu já fui algumas várias vezes na Pedra da Macela e confesso que me surpreendo a cada ida. Como moro em São José dos Campos, estamos relativamente próximos deste destino (apenas 164 km e mais ou menos 2h40), fazendo da cidade de Cunha uma excelente opção para escapar da cidade e cair no mato.

A primeira vez que fui, era feriado somente na minha cidade e o tempo estava nublado. Quando chegamos ao topo, não poderia esperar visual diferente, certo? Certo! Tudo fechado de neblina e zero contemplação das montanhas e serra do mar. Valeu mesmo foi a caminhada, o silêncio de estarmos apenas nós e o lanchinho lá em cima hehehe.

Na segunda vez, já saímos com sol da nossa cidade. Como escolhemos um sábado fora de temporada, quando subimos não havia mais ninguém além de nós 4 e uma burrinha prenha. Pausa pra registrar a mamãe da montanha.

Pois bem, teve terceira vez, e já posso adiantar que superou TODAS as minhas expectativas! Com cargueiras preparadas para uma noite de acampamento, resolvemos de última hora optar pela Pedra da Macela, após o trânsito do feriado atrapalhar todos os nossos planos de conhecer outro pico.

Tarde de sol quente, chegamos na base da Macela às 15h. O estacionamento já indicava como estaria lá em cima: bombaaando!

Com minha companheira Kelty pesando 11kgs (não me pergunte a razão deste peso todo porque eu também não sei rsrsrs) subimos num ritmo constante e leve, quando de repente, após 45 minutos, estávamos no topo. Eu nem lembrava que era tão rápido assim.

Como nunca tínhamos acampado ali, fomos correndo procurar um bom lugar para nos abrigar. Há uma gramado do lado direito, com grande parte plana. Eu queria um ponto com visual de montanha na porta da barraca, mas não tinha mais, então ficamos com o que deu, por ali mesmo.

Após montar a barraca, fui explorar um pouco o pico e fiquei com a sensação de que desta vez, mais pontos pra boas fotos surgiram. Não sei se das outras vezes, não ficamos muito tempo no cume, ou se o clima não tava tão espetacular… Só sei que desta vez, tinha uma pedra sobressalente sensacional para os loucos e assustadora para os vertiginosos rsrsrrsrss. Lógico que eu fiquei na pontinha da pedra. Pela primeira vez também exploramos o lado esquerdo do cume, pois é onde o sol se põe.

Em resumo, estava curtindo demais ter optado por dormir lá em cima. Eu sempre agradeço a Deus pelas experiências, sensações, sentimentos que o contato com a natureza me proporciona. Eu gosto do simples e viver na pele momentos como este, não tem preço. Nossa noite era de Lua Cheia e logo após o pôr-do-sol, tivemos mais uma surpresa.

Uma curiosidade para dias de lua cheia é que muitas pessoas sobem para apreciar o pôr-do-sol, ficam até o nascer da lua e depois descem. Como o trajeto não é perigoso e longo, vi muitas pessoas usando a lanterna do celular pra ajudar em alguns momentos. Neste dia, a lua estava tão forte que nem era necessário uso de lanternas.

Durante a noite, o frio chegou mas não era nada extremo. Fizemos o jantar e logo nos preparamos pra dormir. O pico estava bombando e tinham barracas por todas as partes. Chegavam pessoas com cargueira a todo instante e já arrumavam um canto pra armar a barraca. Entre lua cheia e estrelas, a noite também contava com muitos músicos pelo alto da montanha hehehe.

No dia seguinte, acordei às 5h ansiosa pelo nascer do sol. Uma faixa laranja no horizonte já tomava conta de tudo. E a lua cheia lá, lindona, iluminando todo o topo. Desta vez, escutava mais instrumentos e um som mais profissa rolando e podia perceber muito movimento de gente chegando com lanternas de cabeça.

Às 5h30 fui pro ponto de visualização do nascer do sol e pra minha surpresa, quase não consegui lugar. Muita, muita, MUITA gente por ali. Por todas as partes, haviam pessoas aguardando o astro rei apontar. Escolhi um lugar bem mais ou menos e fiquei aguardando. Sério, eu sou daquelas que adora dar títulos como “lugar do pôr-do-sol mais bonito”, “lugar da água mais cristalina”, etc… E dessa vez o título foi “Nascer do sol no mágico mar de nuvens”. Me surpreendi, me emocionei e fiquei maravilhada com a bolota laranja no céu. Que espetáculo!!!

Agora, por experiência própria eu digo, escolha um dia com previsão de tempo limpo e vá pra curtir todos esses momentos do sol. Vale muito a pena.

RESUMO DE MOCHILA
– Acesso: No km 66 na estrada Cunha-Paraty, a entrada está à esquerda da pista. Cerca de 4 km em estrada de terra , com alguns buracos, uns maiores e outros nem tanto. Não requer um carro 4×4 para chegar até o estacionamento, mas a estrada tem buracos que em tempo chuvoso pode dar um certo trabalho.
– Estacionamento: Todos deixam o carro na base da pedra. Não tem controle, nem portaria e nem ponto de apoio (banheiros).
– Preço: Zero.
– Adequado para aventureiros: Iniciantes.
– Tempo para subida: Cerca de 1h para pessoas com bom preparo físico. No máááximo 2h para pessoas que precisam parar com freqüência para descansar e hidratar durante o trajeto.
– Distância: 2,5km do estacionamento até o cume.
– Tempo necessário: 1 dia.
– O que levar: Chapéu/boné, água, lanchinho pra dar energia e um tapetinho pra sentar.
– Comunicação: Sinal da rede do celular TIM, mas sem dados.
– Atrações: Pôr-do sol; Visualização das montanhas da Serra do Mar e cidades como Paraty e Ubatuba; Nascer do sol através das nuvens.
– Infra-Estrutura: Não há coleta de lixo, banheiros  e não é permitido fazer fogueiras no topo da montanha. Seja consciente.
– Data de referência: Setembro de 2017.

MOCHILÔMETRO
– Visual:🎒🎒🎒
– Dificuldade:🎒
– Brutalidade:🎒

MEMÓRIAS FOTOGRÁFICAS
Acompanhe as fotos no Instagram usando a Hashtag #mdmPedradaMacela.

  • Quantas vezes for preciso v em busca do que enche
  • Ter algum pra te encorajar quando h desnimo ou frustrao
  • Quantas vezes a gente acordou desejando mais horas pra dormir?
  • A Pedra da Macela fica na cidade de Cunha e
  • O que eu chamo de liberdade e paz interior a

2 comments

  1. Nossa que massa Mona…..deu até vontade de virar mochileira tbem…lugar lindo demais e esse pôr do sol…..meu Deus….Viva a Natureza!

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